Com mais de 40 mil seguidores, Juliana Rangel usa a internet para compartilhar um pouco da rotina de recuperação

Com mais de 40 mil seguidores, Juliana Rangel usa a internet para compartilhar um pouco da rotina de recuperação
Pouco mais de três meses após ser baleada na cabeça pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), Juliana Rangel, de 27 anos, usou as redes sociais no último fim de semana para compartilhar o resultado da cirurgia de reconstrução da orelha atingida pelo disparo.
O procedimento foi realizado no período em que a jovem esteve internada e, para ela, ajudou a melhorar a autoestima, além de amenizar o trauma.
“A minha orelhava estava muito feia quando acordei, eu lembro disso. Para ser sincera, eu não queria operar. Dei um ‘chilique’ porque sou medrosa [risos], mas quando vi o resultado, pensei: ‘pelo menos nem parece que isso aconteceu comigo’. Eu me olhava no espelho e via aquele buraco na minha orelha”, contou Juliana.
Com mais de 40 mil seguidores nas redes sociais, Juliana usa a internet para compartilhar um pouco da rotina de recuperação. De acordo com ela, o objetivo é ajudar outras pessoas.
“Espero mudar de vida. A gente não valoriza os detalhes quando está bem. A mensagem que quero deixar é que nem tudo está perdido. Eu pensava assim, mas depois de tudo o que aconteceu comigo, vejo que nada está perdido. A gente sempre tem uma chance e uma oportunidade”, pontuou.
Jovem foi baleada na véspera de Natal
A jovem foi socorrida em estado gravíssimo depois que o carro em que estava com a família foi alvejado por agentes da PRF, na rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, em 24 de dezembro do ano passado.
À época, ela passou por uma cirurgia de emergência e chegou a ficar em coma induzido no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes. Ao todo, a internação durou 44 dias.
Os agentes envolvidos na ação foram afastados das atividades operacionais e respondem em liberdade. O Ministério Público Federal e a Polícia Federal abriram uma investigação sobre o caso.
Atualmente, um carro é disponibilizado pela PRF para que a jovem se desloque até o hospital, no entanto, ela cita a falta de auxílio financeiro e psicológico do poder público.
Sem conseguir voltar ao trabalho, Juliana passou a depender da ajuda do pai.
“Eu me sinto uma criança, porque tudo tenho que ficar pedindo para o meu pai. Só ele que está tendo dinheiro aqui em casa, era nisso que eu esperava apoio. Ainda preciso de médicos e tratamentos. Todos os curativos foram pela conta da minha família. Eu esperava um apoio de, pelo menos, conversar e tentar explicar tudo que aconteceu. Até hoje, não sei por que isso aconteceu”, enfatizou.