Se observarmos de perto um caranguejo-ferradura, essencialmente estaremos olhando para uma criatura de milhões de anos que nos mostra um pouco sobre o passado do nosso planeta. Animais como eles, celacantos e ornitorrincos são o que Charles Darwin batizou de “fósseis vivos”, espécies que ainda existem e que mostram muito poucas diferenças físicas em relação aos seus ancestrais.
Contudo, outra criatura parece ter ganhado recentemente o título de rei dos fósseis vivos: o gar, um antigo peixe com nadadeiras raiadas e que evoluiu mais lentamente do que qualquer outra espécie de vertebrados. Inclusive, um novo estudo publicado na revista Evolution descobriu que eles têm a taxa de evolução mais lenta entre todos os vertebrados com mandíbula — apresentando um genoma que muda muito mais lentamente do que outros animais.
Características dos gars
Ao todo, existem sete espécies conhecidas de gars. Esses peixes podem ser encontrados na América do Norte e vivem tanto em águas doces, salgadas e salobras, mas principalmente em estuários. Eles têm corpos em formato de dardos e um bico longo que funciona como uma pinça. Além disso, os gars também põem ovos de cor verde que são altamente tóxicos para qualquer predador que almeja comê-los.