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Elon Musk faz impactante denúncia: O Judiciário que deveria ser imparcial, virou trincheira ideológica

Em uma entrevista à Fox News no dia 27 de março, Elon Musk fez críticas diretas à atuação de juízes nos Estados Unidos, acusando parte do Judiciário de agir como extensão do poder político progressista.

“Estamos obviamente vendo algumas coisas malucas em D.C., onde parece que qualquer juiz federal pode impedir qualquer ação do Presidente dos Estados Unidos. Isso é insano. Isso tem que parar”, afirmou Musk, ao comentar decisões judiciais que, segundo ele, interferem diretamente na governabilidade do país.

Musk disse que há um “enorme problema com ativistas que, na verdade, são políticos vestidos de juízes — e isso precisa acabar. Está minando a integridade do sistema jurídico dos EUA”.

O Brasil vive uma realidade semelhante. Nos últimos anos, o Judiciário brasileiro tem sido alvo de críticas por decisões que extrapolam a interpretação da lei e adentram o campo da militância ideológica. Supremo Tribunal Federal (STF) e outras cortes superiores têm protagonizado embates com o Executivo e o Legislativo, muitas vezes agindo como um “terceiro turno” das eleições.

O que estamos assistindo é a falência de um Judiciário que deveria ser imparcial, mas que virou trincheira ideológica. Em ambos os países, e no Ocidente, cresce a convicção de que a toga foi politizada, que os tribunais deixaram de julgar com base na Constituição e passaram a legislar conforme convicções pessoais.

Enquanto nos EUA juízes federais paralisam ações do presidente com interpretações elásticas da lei, no Brasil decisões monocráticas derrubam leis legitimamente aprovadas pelo Parlamento, engavetam CPIs, censuram parlamentares, prendem inocentes e interferem em eleições.

Quando juízes abandonam a Constituição para impor sua ideologia, a Justiça morre. E é exatamente nisso que o Judiciário se transformou – em arma política, para punir adversários, blindar aliados e manter o poder a qualquer custo.

Por Karina Michelin. Jornalista