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Atriz de ‘Avenida Brasil’ diz que não se arrepende de ter se afastado da Globo

Após a novela, ela escolheu viver a juventude de forma reservada; agora, ela retoma a carreira

Karol Lannes, ex-atriz mirim, fala sobre sucesso na infância, anonimato na adolescência e desafios para retomar a carreira agora na fase adulta. Ela também comenta os ônus e bônus da fama.

Karol Lannes, de 24 anos, ganhou notoriedade nacional ao interpretar Ágatha em Avenida Brasil (2012). Na época, tinha apenas 11 anos e desfrutou dos privilégios de ser uma atriz-mirim em ascensão. Diferente de muitas colegas de geração, ela escolheu se afastar dos holofotes e viver sua juventude de forma mais reservada. Hoje, ao retomar a carreira, reflete que não se arrepende do período distante das telinhas.

“Eu não era uma pessoa da internet como muitas atrizes mirins da minha época, que sempre viveram esse universo. Depois que parei de atuar, realmente sumi por um tempo para viver outras coisas. Acho que, por isso, não cresci tanto em visibilidade e não me mantive em alta, ao contrário de muitas outras atrizes mirins, que hoje estão muito mais em evidência. Mas vejo isso como algo positivo, porque tive alguns anos, especialmente na época da faculdade, em que me sentia um pouco mais anônima”, disse ela à revista Quem.

Para Karol Lannes, o tempo longe da mídia e da internet foi precioso, pois permitiu que ela vivesse a adolescência de forma natural.

“Vivi um pouco da farra, da liberdade, sem os holofotes sempre sobre mim, algo que muitas atrizes da minha geração não conseguiram fazer. Elas tiveram o primeiro porre, o primeiro namoro, os primeiros rolês sempre filmados por alguém. Muitas cresceram muito mais com essa exposição, enquanto eu talvez tenha aproveitado mais esse outro lado. Não me arrependo de nada disso.”

Em 2020, durante a pandemia de covid-19, ela decidiu retornar às artes, mas enfrentou –e ainda enfrenta– desafios. Segundo Karol, muitos já têm uma ideia pré-concebida sobre quem ela é, e, por ter passado tanto tempo longe da mídia, sente dificuldade em criar conexões que possam resultar em oportunidades de trabalho.

“Sinto falta de pessoas que queiram me conhecer para além do que acham que sabem. Mas, tirando isso, não sinto que tive uma infância privada de experiências. Aproveitei muito, brinquei bastante, nunca deixei de ir para a escola, de viajar, de ter amigos. Minha infância foi muito tranquila nesse sentido.”

Retomar a carreira pública também significou expor sua vida pessoal, o que nem sempre é confortável. No entanto, Karol acredita que, agora adulta, lida melhor com essa questão.

“Todo mundo soube quando me assumi, todo mundo soube sobre minha família, minhas namoradas, tudo. É difícil crescer sob essa exposição, mas hoje posso dizer que fiz as pazes com isso e lido muito bem. Toda profissão tem seus bônus e ônus, e acho que os desafios da minha não são tão grandes quanto as vantagens. Para mim, hoje, vale a pena.”

Atualmente, Karol Lannes deseja continuar trabalhando com audiovisual, mas dentro de seus próprios parâmetros de sucesso.

“Quando falam de sucesso, muita gente tem uma visão exagerada do que isso significa. Para mim, sucesso é algo que conquistamos diariamente. Traçar metas, alcançá-las e, claro, mirar objetivos maiores para crescer ainda mais. Meu maior desejo é viver 100% do meu trabalho, poder escolher projetos e dizer: ‘Quero fazer esse filme, essa produção. Seria incrível estar nessa série’. Quero estar mais envolvida na área, ter mais demandas de trabalho e crescer. Tenho muita vontade de atuar no exterior. Meu inglês é impecável, já fiz workshops de atuação em inglês. Meu plano é me consolidar cada vez mais na minha profissão, vivendo dela e disseminando minhas ideias, além de estar próxima de pessoas que compartilham do mesmo pensamento que eu.”