São 828 agentes particulares para ministros, funcionários, suas residências e prédios públicos

São 828 agentes particulares para ministros, funcionários, suas residências e prédios públicos
As Cortes superiores brasileiras gastarão ao menos R$ 128,8 milhões com segurança privada este ano. Segundo levantamento do Poder360, o valor visa custear 828 agentes para proteger os ministros, funcionários, suas residências e os prédios públicos.
Os tribunais beneficiados pelo serviço são o STF (Supremo Tribunal Federal), o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STM (Superior Tribunal Militar).
Entre os serviços prestados, estão escolta, vigilância 24 horas em frente às casas dos juízes da alta cúpula, e motoristas armados que ficam disponíves 24 horas todos os dias da semana.
O STF possui o contrato de segurança mais dispensioso, no valor de R$ 41.987.370,12 para este ano e que dispõe de 230 agentes em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Todos os 93 ministros dos tribunais em citados acima têm acesso à segurança privada paga pelo Estado. Além da segurança privada, as Cortes já mantêm uma Polícia Judicial que possui profissionais concursados, além de agentes de outros órgãos, como a Polícia Federal.
Os gastos, nesses casos, são incertos. Não é possível saber quantos agentes da PF atuam na Polícia Judicial, nem quanto ganham por isso, pois o órgão afirma tratar-se de informação sigilosa. O argumento é que, se essas informações “caírem em domínio público, podem vulnerabilizar a segurança das pessoas protegidas”.
De todos os tribunais citados, somente o STF e o STM não responderam. O TSE chegou a retornar o contato, mas para dizer que não ia comentar o tema.
O STJ, por sua vez, afirmou que os contratos “são compatíveis com os valores de diversos contratos firmados por outras instituições”. Já o TST argumentou que os seguranças privados são para “prestação de apoio operacional contínuo”.