BrasilImprensaPolíticaTelevisão e Cinema

“A esquerda não consegue mais mobilizar”, observa Andréia Sadi (veja o vídeo)

Jornalista apontou falta de engajamento tanto no ambiente digital, quanto fora dele

A jornalista Andréia Sadi observou, nesta terça-feira (1°), que a esquerda tem enfrentado dificuldade para mobilizar apoio, tanto no ambiente digital quanto fora dele. Na declaração, feita durante o programa Estúdio i, ela apontou que a direita tem conseguido ganhar o debate nas redes sociais com frequência.

– Eles não conseguem mais mobilizar. Não é só no mundo digital, no analógico também, e no digital, menos ainda. Porque a direita, com tudo isso, dois anos, trama golpista investigada, a direita consegue ganhar o debate nas redes em vários pontos, como nesse da Débora, o caso do batom – pontuou Sadi.

Na sequência, a comunicadora reconheceu que os conservadores são “muito bons” no manuseio do poder que há na internet.

– Todo mundo sabe. As pessoas podem não saber em detalhes o que foi a trama golpista, mas as pessoas que acompanham redes sociais sabem o que se trata o batom da Débora. Então, essa foi uma narrativa que eles construíram bem-sucedida, como eu falo o tempo todo. São muito bons nas redes sociais – assinalou.

Assista ao vídeo a seguir

As declarações de Sadi ocorrem após a esquerda realizar manifestações esvaziadas contra a anistia aos presos do 8 de janeiro no último domingo (30). As mobilizações, que foram marcadas por baixa adesão, foram convocadas pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) e pelos movimentos sociais Povo Sem Medo e Brasil Popular.

A concentração principal aconteceu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde o parlamentar do PSOL esteve. Segundo estimativa do portal Poder360, a mobilização reuniu cerca de 5,5 mil pessoas.

Os próprios ministros do governo Lula (PT) optaram por não aparecer nos atos já prevendo baixo engajamento popular. Na Esplanada, a avaliação foi de que a presença de representantes do governo em uma manifestação esvaziada seria prejudicial para a imagem do presidente.